Orsini, A Bomba Que Desencadeou O Terror No Liceu 1
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Orsini, A Bomba Que Desencadeou O Terror No Liceu

Foi um dia de muita chuva, todavia não impediu que a afluência ao Liceu fosse em massa. Não havia nenhuma cadeira livre pra olhar a ópera Guilherme Tell, de Rossini. Depois do sucesso arranque, no segundo ato, a música parou de bater e deu espaço a gritos e soluços. Uma bomba, que foi lançado por meio do quinto percorrer, explodiu pela linha 13, perto do corredor central.

O balanço foi de 20 mortos e mais de uma dezena de feridos. Desde o primeiro momento, os médicos que estavam no teatro auxiliaron as vítimas até a chegada dos médicos municipais. As farmácias próximas, como as do doutor Genové ou a do senhor Andreu, bem como se mobilizaram pra amparar os feridos.

Novas pinturas de Salvador Roses notabilizam a tragédia que se viveu no salão dos espelhos do Liceu e o exterior após o atentado. Naquela noite a agitação de carruagens pela Rambla se intensificou. O governador civil veio no momento em que teve a notícia por telefone da catástrofe, como este o prefeito e abundantes sacerdotes.

Depois da explosão, a polícia impediu a saída dos espectadores para prender o autor do atentado. Meios de intercomunicação da data recolhidos, que, inclusive, levou a cabo um prisão naquela mesma noite, contudo não seria até mais tarde, em dezembro, no momento em que parou ao autor do atentado, o anarquista Santiago Salvador.

Na data Barcelona vivia momentos de modificação e também perturbados. Era o Barcelona que se abriu pro universo com a Exposição Internacional de 1888 e comportou-se várias reformas, como a expansão da rede de iluminação elétrica, pavimentação das ruas ou o desenvolvimento do transporte público. “É uma etapa que o Barcelona está em efervescência, com a abertura de cafés, lojas de luxo e o nascimento de vários teatros, como o Paral·lel,”, destaca Helena Escobar, archivera da Fundação do Gran Teatre del Liceu. “É uma época de esplendor do modernismo e da recuperação da cultura catalã, que está ligada a uma vontade de mais progresso”, explica Escobar.

“O motor nesse movimento foi a burguesia, proprietária das recentes indústrias, organizações comerciais e os bancos”, inclui. Por esse assunto, é dada a bomba do Liceu com um proletário revolucionário fortemente influenciado naquela época, as correntes anarquistas italianos. A bomba estava dirigida contra a burguesia catalã que enchia o teatro, ainda que o tipo de público que assistia, em vista disso era muito distinto.

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Deste jeito, os andares superiores eram os fãs de música e membros da pequena burguesia, durante o tempo que que o quinto andar mesmo alojava a classe trabalhadora. O atentado caló profundamente pela população de barcelona, assim como se pôde investigar alguns dias depois, no funeral do dia 9 de novembro.

“As lojas fecharam, as luzes da Orla se envolveram com laços pretos, o paseo de la Rambla se encheu de areia, para descomplicar a passagem dos cavalos. Toda a cidade estava de luto. Concretamente, custou muito a gente, a burguesia, voltasse ao teatro e o llenase”, diz Escobar.

Após o atentado foi suspensa a temporada de ópera e até janeiro não se retomou a atividade artística com uma série de concertos com Antoni Nicolau como diretor. Não se voltou a fazer ópera até a estreia da temporada seguinte, e não foi em novembro, contudo em dezembro. O artefato usado no atentado Santiago Salvador – que seria jogado ao garrote vil – foi uma bomba Orsini, desse jeito chamado por seu criador Felice Orsini. Foi um revolucionário italiano que atentou contra Napoleão III, em 1858, com esse explosivo, quando precisamente o imperador frequentava a ópera Guilherme Tell.

Esse tipo de bomba é feita de forma caseira, é activado por contato e chamava tua atenção, por tuas inúmeras chaminés. A bomba que explodiu no Liceu, tem gerado sua controvérsia. Durante um tempo acreditou-se que era a que tinha o Museu de História de Barcelona, hoje desativada, e exposta pela Vil·a Joan era a do Liceu.